terça-feira, 13 de junho de 2017

Um Senhor Aposentado

Um senhor, aposentado, vai parar na televisão!
parece falar de verdade com todo o coração!
Se não for um ator, pelo temerário, bem remunerado
não passa de um enganado pobre coitado!

Fala em seu nome e de sua família pela reforma
se for um pobre coitado desconhece a história.
Não há déficit na previdência, há um roubo antigo,
que gerou um rombo que enriqueceu muito político!

Enriqueceu também banqueiros, empreiteiros
e empresários da saúde com dinheiro dos brasileiros!
O Estado apropriado por quem deveria representá-lo!
Tudo o que fazem é roubá-lo, roubá-lo e roubá-lo!

FGTS desviado para obras que não nos beneficiaram!
Dinheiro de saúde, educação e previdência desviados
para o pagamento de juros à vorazes banqueiros
e corruptos, nefandos e sedentos empreiteiros!

Tudo permitido pelo congresso com a reedição da DRU
que autoriza o desvio do dinheiro com destino orçamentário
Então eles desviam e pagam os sócios da quadrilha e aos doleiros
para legitimar o dinheiro roubado que o tal rombo gerou!

O Estado deveria garantir com o nosso dinheiro suado,
drenado por impostos em cascata intermináveis:
ISS, IPTU, ICMS, IPI, Taxas Bancárias escorchantes…,
Saúde, Educação e assistência aos mais frágeis e necessitados.

O Estado roubado por esses senhores, “nossos representantes”
com estas funções essenciais, infelizmente,  cumprir não pode!
Não pode cumprir com o seguro contratado com os trabalhadores
Porque a previdência vai pro ralo dos insaciáveis roedores!

Que pena do pobre coitado simplório, se assim ele for!
Que pena do ator contratado, por toda a dor
que ele provocará a si mesmo e sua família citada
porque essa reforma não passa de uma tremenda cilada!

Marco Antonio da Silva Cruzeiro

sexta-feira, 26 de maio de 2017

A Casa é do povo!

Senhores vereadores e prefeitos, Deputados Estaduais e governadores, Deputados, Senadores e Presidente do golpe; não esqueçam que a casa é do povo! Grades, bombas e repressão não nos deterão! Esse lugar não é seu, para usá-lo em proveito próprio! Esse lugar é meu e de cada um dos brasileiros, que na verdade são os seus verdadeiros patrões, vocês são representantes muito bem remunerados, bem até de mais!
Vocês deveriam nos representar ao invés de nós perseguir de forma truculenta! No Rio de Janeiro nos impediram de entrar na casa que nos pertence, apesar da medida judicial que garantia o nosso direito de estar presente em todas as votações! Qual o medo de vocês afinal? Que mostremos que vocês não nos representam e sim a si mesmos e a camarilha de burgueses que se locupletam dos recursos públicos, tornados ainda mais ricos por vocês é que em contrapartida corrupta, suja e repugnante dão a vocês sua cota parte! Ora isso todos já sabem, vocês se auto-representam, votam em benefício próprio é de seus comparsas no roubo do erário público; concedem isenções e perdões fiscais bilionários, fraudam licitações públicas em benefício dos seus sócios nesses negócios espúrios!
Enquanto isso sucateiam os serviços públicos, privatizam-os de acordo com os seus interesses e o povo morre sem atendimento médico, sem assistência social, sem educação, sem acesso à cultura, ao esporte, ao lazer e a alimentação digna! Morre sem acesso aos direitos de papel, letras mortas, quando vocês fazem do dinheiro das políticas sociais patrimônio pessoal!
Vocês roubam do povo e principalmente dos mais pobres e vulneráveis, demonizam servidores públicos concursados, jogando a culpa da qualidade dos serviços nas nossas costas! Isso tudo para depois lucrarem com as ricas propinas dos verdadeiros bandidos do Brasil: os de colarinho branco impecável!
Quero dizer a vocês os corruptos políticos e empresários(que na verdade não passam de uma camarilha de bandidos da pior espécie): vocês não ficaram impunes! O poder emana do povo e em seu interesse será exercido! O mundo não para de girar, o tempo não para de correr e o seu tempo está no fim! Não adianta se esconder atrás de grades e de truculência!
A luta, nas ruas, não vai parar até chegar a primavera nos devolvendo, o que sempre foi nosso, a Soberania Popular! O poder exercido em prol do povo! Poder que vocês corruptos usurparam, como se seu ele fosse! Não senhores, não é! E vocês vão pagar a conta dos seus crimes! Crimes cometidos ao fazerem do Estado o seu balcão de negócios espúrios! Em suas negociatas sujas e mal lavadas.
Vivemos hoje um ciclo regressivo, onde vocês aniquilam garantias constitucionais e direitos! Mas todo o ciclo tem o seu reverso, toda a ação gera uma reação em sentido contrário com força triplicada!
O frio do inverno infernal de agora vai passar e vocês verão seu gelo derretido pelo sol da liberdade e das lutas do povo! É assim como se sucedem às estações do ano( outono, inverno, primavera e verão); vocês verão o gelo derreter sob seus pés quando a primavera voltar! E não se enganem ela voltará trazendo a vida novamente! E vocês vão pagar pela dilapidação dos serviços públicos,  dos quais deveriam ser guardiões da excelência e da qualidade.
Seu ciclo está no fim!  O inverno infernal passará e levará com ele vocês, que também vão passar! Derreterão junto com o gelo das maldades, do genocídio que patrocinaram ao saquear os cofres públicos!
O povo tem presa, e eu que sou do povo também tenho pressa, e por isso, eu luto para derrubar cada um dos ladrões do Ali Baba(só que são muito mais que quarenta) espalhadas pelo país que não é e nem nunca será deles: é nosso povo trabalhador e de bem!
Vamos retomar o que é nosso por direito: a Soberania da vontade Popular!
E ah! Cada um de vocês vai pagar!
Que venha a primavera!










sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Luta de Classes e Classes Sociais

Se comparássemos as Classes Sociais a Cadeia Alimentar, os burgueses estariam no topo da cadeia, a dita Classe média no meio, e o proletariado e o lumpemproletariado na sua base.
Ao longo da história da humanidade foram diversas  as formatações das classes sociais e não é minha intenção, aqui, resgatar o tema em toda a sua complexidade histórica.
Resta dizer para simplificar, que exceto em formações sociais muito primitivas e matrilineares, havia estratificações mais igualitárias. E que ao longo da história estas estratificações foram ficando mais complexas e desiguais.
As primeiras sociedades guerreiras e patriarcais estabeleceram as primeiras estratificações mais complexas e desiguais, diminuindo a importância das mulheres e implantando regimes escravocratas.
É bom lembrar que no berço da democracia moderna, Atenas, nem mulheres e nem escravos eram considerados cidadãos tendo acesso apenas a vida privada, na forma ditada por seus senhores os homens adultos  livres e de poses.
Mesmo Atenienses, homens nascidos livres, podiam em função de dividas serem escravizados e perder a condição de cidadãos. Hoje as estratificações ficaram muito mais complexas e até os cidadães mais humildes podem votar e serem votados. O voto universal é uma conquista recente da humanidade e foi conquista de muita luta pelo reconhecimento da maioria do povo com a qualidade de ter vez, voz e voto.
A luta entre as diferentes classes sempre existiu! É uma luta por tratamentos igualitários e acessos igualitários aos bens e serviços produzidos coletivamente em cada sociedade. No pós revolução industrial a Luta de Classe se acirra e polariza entre burguesia e proletariado. Entre aqueles que detêm os meios de produção e aqueles que vendem a sua força de trabalho aos que detêm os meios de produção. O que é produzido coletivamente é apropriado privadamente. Mas a opressão de classe não é a única nas sociedades industriais e pós-industriais, existe outras múltiplas formas de opressão, que vão além da expropriação realizada pela burguesia contra o proletariado. Isso não implica a perda do lugar central da expropriação na luta de classes, mas aponta para outras frentes de luta em busca de tolerância e igualdade.

Diversas lutas fragmentadas dividem e complexificam ainda mais as sociedades modernas! Mas a Lei do mais forte e do mais apto continuam  presentes. A ideia de que existem seres humanos melhores e piores do que os outros persiste como justificativa das desigualdades sociais e de políticas de caráter
paternalista e excludente, onde seus usuários não são protagonistas do seu processo de inclusão social, ou melhor de um maior acesso aos bens e serviços produzidos coletivamente e ainda apropriados privadamente.
Na revolução industrial todo o processo de produção ficava centralizado na Fábrica: produção, distribuição e circulação de mercadorias. Com o desenvolvimento do capitalismo, a produção, distribuição e circulação tendem paulatinamente a se descolar e surgem uma serie de atividades consideradas simbióticas, e de alguma forma parasitárias, da produção propriamente dita. Atividades dos setores de serviços e de informações agregam valor as mercadorias diminuindo o tempo de giro desta. Ou serviços que permitem a reprodução material das classes que vivem diretamente do seu trabalho.
 Há uma camuflagem na produção da riqueza social onde, o trabalho em si, é praticamente independentizado de sua geração, ou perdem muito em importância. A luta de classe se dissolve  e dilui a ponto de não ser possível visualizar os polos geradores de tensão. Representantes e microempreendedores não se consideram classe trabalhadora, assim como diversos prestadores de serviços públicos e privados também. Cada um desejando uma porção maior daquilo que é produzido socialmente. Aquilo que é distribuição arbitrária de fachas de renda (miseráveis, pobres, classe média, etc. Ou classe A, B, C, D e E, torna-se mais importante do que a antiga divisão entre proprietários dos meios de produção e vendedores da sua força de trabalho. Estabelecendo a lei da selva onde o mais apto, o mais forte e o mais veloz evolui, enquanto os menos aptos estão destinados a virar comida da voragem dos mais aptos. Enquanto o conceito de luta de classes elucida as raízes da desigualdade, o conceito de classes sociais as escamoteia em uma estratificação meramente formal e arbitrária, com a função ideológica de perpetua-la.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Vocês sabem de onde surgiu a idéia de Seguridade Social? E no que a transformaram depois?

Há alguns séculos atrás, no inicio da Revolução Industrial, trabalhadores famintos, e derruídos por jornadas de trabalho de quatorze horas ou mais, começaram o que depois se convencionou chamar de movimento sindical. Eles reivindicavam melhores condições de trabalho, remuneração digna, entre outras sandices, no entender dos barões da industria. Esse movimento teve diversas formas ao longo da história, mas o fio condutor foi encarrar a luta dos trabalhadores como caso de polícia e não de política. A repressão do estado e dos barões da industria era brutal. Os primeiros movimentos grevistas eram demasiadamente fracos, tendo em vista,o corte imediato de salários, que inviabilizava a reprodução social da força de trabalho, senão voltassem a trabalhar morreriam de fome. Com o amadurecimento dos movimentos os trabalhadores começaram a organizar caixas de greve, parte dos salários era destinado a prover os trabalhadores do minimo para sua reprodução material, em tempos de greve, e assim fazer frente aos barões da industria na sua busca pela melhoria das suas condições de vida e de trabalho. O que começou como um ato de solidariedade para tempos de enfrentamento com o poder burgues, com o tempo foi se transformando em uma caixa de solidariedade entre os trabalhadores da industria, tendo em vista os enormes perigos a que se submetiam nas condições precárias de trabalho. Trabalhadores de tornos mecânicos e prensas perdiam as mãos e os dedos, trabalhadores submetidos a vapores tóxicos perdiam a capacidade pulmonar, etc. Então esse dinheiro passou a ser usado também para prover rendimentos mínimos a quem perdesse a capacidade laborativa e a seus familiares incapazes nos casos, não raros, de falecimento. Essa solidariedade de classe foi vista com preocupação pelas autoridades, e tendo como objetivo controlar a classe trabalhadora, foram institucionalizadas pelo Estado como forma de colocar esses recursos sob seu controle, com ou sem participação dos trabalhadores. Surgem assim os Seguros Sociais. Rapidamente o montante de recursos centralizados ou dispersos se mostraram vultosos. E é claro que os Estados de alguns países passaram a fazer aplicações destes dinheiros a titulo de capitalização (mas capitalização para quem?).
No Brasil não foi diferente, e em 1923 foram criadas a CAP's (Caixas de Aposentadoria e Pensões) Pela Lei Eloy Chaves, retirado parte do poder de sindicatos fortes como marítimos, ferroviários e comerciários (somente a titulo de exemplo). As caixas passam a ser administradas com a participação de empregadores e do governo, transformando o que antes era solidariedade de classe em política social para a classe trabalhadora, quase uma benesse dos empresários e do Estado Burguês. Na verdade puro controle social.
Mas a centralização destes recursos não tardaria a chegar, mesmo com toda a resistência dos sindicatos mais fortes e bem organizados que viram como desvantagem a centralização de recursos. Alguns sindicatos tinham hospitais próprios e volumes vultosos de recursos para garantir aposentadorias e pensões. Enquanto outras categorias eram fracas e incipientes. A centralização dos recursos e a criação de um seguro social único, favoreceriam o controle do estado enfraqueciam as condições de luta das categoriais mais organizadas e fortes, além de diminuir a qualidade dos serviços de saúde e das aposentadorias e pensões destes setores. O que era feito em nome de uma solidadriedade entre a classe trabalhadora como um todo, na verdade favoreceu o controle social sobre esta classe trabalhadora em seu conjunto.
Ao longo dos anos os trabalhadores perderam o controle dos seguros sociais e a qualidade dos serviços também tenderam a piora. Durante o Regime Autocrático Burgues, sob a alcunha de ditadura militar, esse controle era absolutamente do Estado, nessa época as fraudes na saúde  previdenciária enriqueceram os donos de hospitais privados, o que deu origem aos atuais planos de saúde. Vale lembrar que estes hospitais privados forma construídos e equipados com o dinheiro dos trabalhadores (FGTS) a titulo de fundo perdido, ou seja, sem nenhuma contrapartida ou volta destes recursos para os fundos dos trabalhadores.
Com a crise do petróleo de 74, o governo autocrático burgues vai perdendo legitimidade, e gradualmente vão ressurgindo com força os movimentos sociais no país, a luta contra a carestia, a luta pela anistia dos presos políticos, o quebra quebra dos transportes públicos (exigindo melhor oferta de serviços de péssima qualidade), o movimento sanitarista que propunha a universalização do acesso aos serviços de saúde ao conjunto da população e não só aos trabalhadores de carteira assinada. Passa a ganhar força a ideia de que o governo era financiado para devolver a população serviços de qualidade, em saúde, educação, assistência social e previdência( Seguro Social). A seguridade social no Brasil ficou montada no tripé Saúde, Seguridade  e Assistência Social (para todos aqueles desguarnecidos pelo seguro social, por falta de vinculo empregatício formal, os não contribuintes).
A Constituição de 88, consagrou a ideia de Seguridade, prevendo inclusive instrumentos de controle das políticas previstas na Seguridade (os Conselhos de Saúde e Assistência), havia a ideia de implementar um conselho paritário entre sociedade civil e governo para fiscalizar e propor alternativas as políticas de Seguridade, mas este nunca saiu do papel.
Enfim, a ideia de seguridade remonta a solidariedade de classe dos trabalhadores e a necessidade de controle estatal dessa solidariedade, com objetivo de controle social do Estado Burguês sobre estes mesmo trabalhadores. Nem o Seguro Social, nem a Seguridade Social, foram benesses do Estado e/ou dos empresários e sim fruto da luta incessante dos trabalhadores por melhores condições de trabalho.
Hoje, quando se fala de reforma da previdência, verdades inteiras são deixadas de fora do discurso do governo, que nos conta meias mentiras, que repetidas milhares de vezes viram verdades. O deficit da previdência não é responsabilidade do aumento da expectativa de vida do brasileiro, como tem sido recitado como verdadeiro mantra pelos políticos do centrão e da direita, e repetidos sem nenhuma analise crítica pelos meios de comunicação. Esse deficit vem sendo construído pelo próprio governo brasileiro ao longo de sua história: fraudes na saúde previdenciária, sem que os culpados tenham sido punidos ou o dinheiro ressarcido aos cofres públicos, nos sucessivos governos civis, que se seguiram a autocracia burguesa brasileira, a famigerada Desvinculação de Receitas da União (medida provisória editada e reedita, e reedita até não poder mais), permite que o Presidente da Republica desvie a finalidade de verbas carimbadas para a saúde , educação, assistência social, etc. para outras finalidades como obras e pagamentos de juros das dívidas internas e externa, ou seja a prioridade destes governos é encher os bolsos dos empreiteiros gordos (de dinheiro)  e dos banqueiros nacionais e internacionais. Esse é o real motivo do "deficit", ou melhor rombo da previdência no Brasil. Afinal engordar gordos banqueiros e empreiteiros é a forma mais fácil dos políticos de rapina, de engordar as suas próprias contas bancárias (propinoduto). Então o que surgiu pela solidariedade dos trabalhadores e suas lutas, e que sob seu controle prosperava, entra em falência pela perspicácia dos donos do Estado eles não foram incompetentes na gestão destes recursos, de uma só vez definharam a solidariedade de classe, jogando trabalhadores contra trabalhadores, e estes contra o lumpemproletariado (os indesejáveis miseráveis) e ao mesmo tempo financiaram o maior esquema de assalto a mão armada contra os trabalhadores, desviando dinheiro da sua finalidade precípua fornecer bens e serviços sociais de qualidade.
Outro motivo, menos evidente, do enfraquecimento sistemático da previdência pública é forçar um número cada vez maior de pessoas a investirem, seus parcos recursos, em esquemas previdenciários privados. Esses recursos sempre estiveram na mira da burguesia nacional e internacional, devido ao seu volume. Se constitui num manancial de recursos expressivo! E o governo fornece incentivos para quem adere a estes planos de previdência privada, basta lembrar que os valores depositados nestas caixas de previdência podem ser descontados do Imposto de Renda. Agora quem garante que você trabalhador que aplicou seu dinheiro nestas diversos esquemas de previdência privados vão poder usufruir destes recursos num futuro distante, qual a garantia, falências acontecem, maus investimentos são uma possibilidade dos sistemas de capitalização. Banqueiros tem seus paraquedas e colchões recheados para amenizar suas quedas, enquanto você vai entrar na fila dos credores para tentar reaver pelo menos parte do seu investimento na justiça.
E agora os Políticos de rapina querem instituir o benefício da aposentadoria pós-mortem, você dá dinheiro, dá dinheiro e continua dando dinheiro até morrer, ai não se aposenta e o dinheiro fica pra quem? Para os trabalhadores, claro que não! Alguém tem duvida. E o que surgiu como solidariedade de classe virou de vez usurpação institucionalizada.Vão roubar você até você morrer e não vão te devolver nada.
Abraço queridos e queridas!
Vocês vão deixar isso acontecer?

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

O mais difícil é o primeiro passo

Tem dias que são claros como água,
outros escuros como tempestades.
Saber o que temos fazer nos acalma,
mas as incertezas do destino são traves
que cortam a carne e atravessam a alma

Saber o que devemos fazer
não é tão fácil como fazê-lo!
Se é caminhando que se faz o caminho?
O primeiro passo é um salto no vazio,
antes de tudo, um ato de coragem!

A imobilidade é mais segura,
mas o tempo, esse, não para!
E nos cobra, com sua voragem,
Tudo aquilo que poderíamos ser!
A paralisia cobra seu preço,
mas sempre há tempo para o começo! 

Feche bem os olhos
olhe bem fundo dentro você
respire fundo uma vez, outra vez
abra os olhos visualize o caminho
pé direito, pé esquerdo, pé direito...

Marco Cruzeiro

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

NINGUÉM É TÃO PEQUENO OU INSIGNIFICANTE

Ninguém, ninguém mesmo, é tão pequeno e insignificante. Todos e cada um de nós deixa sua marca no mundo, seja pela ação, seja pela inação. Diariamente somos submetidos a escolhas que nos definem enquanto indivíduos e também enquanto grupo social, na família, no trabalho, nas amizades, nos antagonismos e no Estado. Somos todos animais políticos, porque para mim política é relacionamento.O poder de Estado não está num palácio, num lugar, ou mesmo numa pessoa, poder é correlação das forças individuais e sociais em presença no cenário político a cada hora do dia. O jeito que escolhemos viver nos define, a todos e cada um, assim como define o tipo de sociedade que construímos dia à dia, no transcorrer da história da humanidade. Já dizia o ditado popular "quem cala consente".
Mas não fazemos a história como queremos. O velho filósofo alemão, Karl Marx, no primeiro capitulo do Livro Dezoito de Brumário nos dizia:
"Os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem segundo a sua livre vontade; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado. A tradição de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos." (Dezoito de Brumário de Luis Bonaparte, primeiro capítulo).
Nada de grandioso no mundo se fez sem dor e sem luta, nada cai do céu, são nossas escolhas e lutas diárias, que constroem quem somos e  o mundo que vivemos. Todos os dias, todas as horas, minutos e segundos.
Se vivemos hoje uma sociedade eivada de corrupção e violência, foram as nossas escolhas, nossas ações e inações, nossos gritos e silêncios que a construíram, e nenhum de nós pode alegar inocência. Somos coletivamente responsáveis pelas escolhas individuais que fazemos, mesmo que o mundo seja duro e cruel com 90% da população mundial: sem acesso a cultura, educação, água, comida, saúde, etc. Nossa escolha! Se a mídia e os poderosos induzem como gado as pessoas, fabricando mentiras que ditas milhões de vezes se tronam verdade. Isso também é responsabilidade individual e coletiva de todos nós, que não deslindamos as mentiras.
Hoje jogam a responsabilidade da Crise da Previdência no trabalhador que vive mais, dizem que mais pessoas deixam de contribuir com a previdência causado um desequilíbrio econômico. O que os poderosos e a mídia deles esquecem de falar sobre os reais motivos do desequilíbrio financeiro e econômico da previdência. Na época da ditadura militar, que alguns anseiam pela volta, dinheiro do FGTS dos nossos pais e avós, foi desviado de finalidade. A poupança compulsória do trabalhador foi usada a titulo de fundo perdido para a construção de obras faraônicas (algumas não acabadas como a transamazônica, outras concluídas como a ponte Rio-Niterói), na construção e equipagem de hospitais entregues a iniciativa privada, e pasmem senhores e senhoras, sem nenhuma contrapartida. O Estado autocrático burgues conhecido pela alcunha de ditadura militar, roubou nosso dinheiro e depois disso contratou esses hospitais em regime de saúde previdenciária (só para quem tinha carteira de trabalho assinada) e era pratica comum destes hospitais privados fraudarem o sistema cobrando por procedimentos que jamais poderiam ser realizados, histerectomia no senhor José Maria (para quem não sabe remoção cirúrgica do útero) e vasectomia da senhora Maria José (cirurgia de esterilização voluntária dos homens), isso pra só falar nos absurdos, tudo escondido pelo manto sagrado da censura. Bilhões foram desviados por corrupção ativa e passiva na saúde previdenciária, para a construção, equipagem e financiamento do setor privado de saúde, hoje mais conhecido como planos de Saúde. Porque não começar a reforma da previdência pela devolução do meu, do seu, do nosso dinheiro e pela prisão dos responsáveis, porque antes de saírem do governo garantiram uma anistia ampla geral e irrestrita imoral. Mas o rombo não termina ai, depois dos militares os governos civis, principalmente por responsabilidade do Governo Tucano, mas não só tem reeditado a Desvinculação de Receitas da União, a famigerada DRU, que permite que se desvie dinheiro da finalidade que tinha originalmente no orçamento, permite usar verbas carimbadas para saúde, educação, previdência e assistência social, por exemplo, para pagar juros das dividas internas e externas, enriquecendo ainda mais  os gordos banqueiros daqui e de fora. Permite desviar esse dinheiro para a contratação de obras e serviços e aquisições de bens, quem ainda se lembra das bicicletas do senhor Alceni Guerra, compradas e nunca usadas, quanto do dinheiro da previdência foi drenado pelo ralo da corrupção. Quem devolveu dinheiro ao Estado?
Agora vamos falar das aposentadorias e pensões integrais e vitalicias das filhas de militares, que nunca se casam para continuar abusando do privilegio, apesar de terem companheiros e filhos. Ou da aposentadoria integral e do plano de saúde vitalicio sem limites dos Senadores da Republica que tenham exercido o cargo por 180 dias (não anos) ininterruptos. entre todos os outros privilégios destes senhores, que se reproduzem nos  super salários, desde a União até Estados e Municípios.  
Porque não dar fim a todas as isenções fiscais, porque não taxar grandes fortunas, antes de falarmos dessa perversa reforma da previdência. O Projeto deste governo senhores e senhoras é trabalhar cada vez mais para encher os bolsos de banqueiros e empreiteiros, de onde pretendem tirar a sua cota parte. O Estado é correlação de forças, então porque 90% da população brasileira tem que sofrer para que estes senhores e senhoras se locupletem do meu, do seu, do nosso dinheiro, sem que nos seja oferecida nenhuma contrapartida em educação, saúde, assistência e previdência de qualidade.
Ninguém é tão pequeno ou insignificante, joguem uma pedra no lago e ela produzirá ondas que repercutiram até a margem, joguemos cem milhões de pedras e criaremos um tsunami, talvez quem sabe acordemos esses Luises XIV (o Estado Sou Eu, ou melhor meu) de plantão que acham que o Estado é deles.