Há alguns séculos atrás, no inicio da Revolução Industrial, trabalhadores famintos, e derruídos por jornadas de trabalho de quatorze horas ou mais, começaram o que depois se convencionou chamar de movimento sindical. Eles reivindicavam melhores condições de trabalho, remuneração digna, entre outras sandices, no entender dos barões da industria. Esse movimento teve diversas formas ao longo da história, mas o fio condutor foi encarrar a luta dos trabalhadores como caso de polícia e não de política. A repressão do estado e dos barões da industria era brutal. Os primeiros movimentos grevistas eram demasiadamente fracos, tendo em vista,o corte imediato de salários, que inviabilizava a reprodução social da força de trabalho, senão voltassem a trabalhar morreriam de fome. Com o amadurecimento dos movimentos os trabalhadores começaram a organizar caixas de greve, parte dos salários era destinado a prover os trabalhadores do minimo para sua reprodução material, em tempos de greve, e assim fazer frente aos barões da industria na sua busca pela melhoria das suas condições de vida e de trabalho. O que começou como um ato de solidariedade para tempos de enfrentamento com o poder burgues, com o tempo foi se transformando em uma caixa de solidariedade entre os trabalhadores da industria, tendo em vista os enormes perigos a que se submetiam nas condições precárias de trabalho. Trabalhadores de tornos mecânicos e prensas perdiam as mãos e os dedos, trabalhadores submetidos a vapores tóxicos perdiam a capacidade pulmonar, etc. Então esse dinheiro passou a ser usado também para prover rendimentos mínimos a quem perdesse a capacidade laborativa e a seus familiares incapazes nos casos, não raros, de falecimento. Essa solidariedade de classe foi vista com preocupação pelas autoridades, e tendo como objetivo controlar a classe trabalhadora, foram institucionalizadas pelo Estado como forma de colocar esses recursos sob seu controle, com ou sem participação dos trabalhadores. Surgem assim os Seguros Sociais. Rapidamente o montante de recursos centralizados ou dispersos se mostraram vultosos. E é claro que os Estados de alguns países passaram a fazer aplicações destes dinheiros a titulo de capitalização (mas capitalização para quem?).
No Brasil não foi diferente, e em 1923 foram criadas a CAP's (Caixas de Aposentadoria e Pensões) Pela Lei Eloy Chaves, retirado parte do poder de sindicatos fortes como marítimos, ferroviários e comerciários (somente a titulo de exemplo). As caixas passam a ser administradas com a participação de empregadores e do governo, transformando o que antes era solidariedade de classe em política social para a classe trabalhadora, quase uma benesse dos empresários e do Estado Burguês. Na verdade puro controle social.
Mas a centralização destes recursos não tardaria a chegar, mesmo com toda a resistência dos sindicatos mais fortes e bem organizados que viram como desvantagem a centralização de recursos. Alguns sindicatos tinham hospitais próprios e volumes vultosos de recursos para garantir aposentadorias e pensões. Enquanto outras categorias eram fracas e incipientes. A centralização dos recursos e a criação de um seguro social único, favoreceriam o controle do estado enfraqueciam as condições de luta das categoriais mais organizadas e fortes, além de diminuir a qualidade dos serviços de saúde e das aposentadorias e pensões destes setores. O que era feito em nome de uma solidadriedade entre a classe trabalhadora como um todo, na verdade favoreceu o controle social sobre esta classe trabalhadora em seu conjunto.
Ao longo dos anos os trabalhadores perderam o controle dos seguros sociais e a qualidade dos serviços também tenderam a piora. Durante o Regime Autocrático Burgues, sob a alcunha de ditadura militar, esse controle era absolutamente do Estado, nessa época as fraudes na saúde previdenciária enriqueceram os donos de hospitais privados, o que deu origem aos atuais planos de saúde. Vale lembrar que estes hospitais privados forma construídos e equipados com o dinheiro dos trabalhadores (FGTS) a titulo de fundo perdido, ou seja, sem nenhuma contrapartida ou volta destes recursos para os fundos dos trabalhadores.
Com a crise do petróleo de 74, o governo autocrático burgues vai perdendo legitimidade, e gradualmente vão ressurgindo com força os movimentos sociais no país, a luta contra a carestia, a luta pela anistia dos presos políticos, o quebra quebra dos transportes públicos (exigindo melhor oferta de serviços de péssima qualidade), o movimento sanitarista que propunha a universalização do acesso aos serviços de saúde ao conjunto da população e não só aos trabalhadores de carteira assinada. Passa a ganhar força a ideia de que o governo era financiado para devolver a população serviços de qualidade, em saúde, educação, assistência social e previdência( Seguro Social). A seguridade social no Brasil ficou montada no tripé Saúde, Seguridade e Assistência Social (para todos aqueles desguarnecidos pelo seguro social, por falta de vinculo empregatício formal, os não contribuintes).
A Constituição de 88, consagrou a ideia de Seguridade, prevendo inclusive instrumentos de controle das políticas previstas na Seguridade (os Conselhos de Saúde e Assistência), havia a ideia de implementar um conselho paritário entre sociedade civil e governo para fiscalizar e propor alternativas as políticas de Seguridade, mas este nunca saiu do papel.
Enfim, a ideia de seguridade remonta a solidariedade de classe dos trabalhadores e a necessidade de controle estatal dessa solidariedade, com objetivo de controle social do Estado Burguês sobre estes mesmo trabalhadores. Nem o Seguro Social, nem a Seguridade Social, foram benesses do Estado e/ou dos empresários e sim fruto da luta incessante dos trabalhadores por melhores condições de trabalho.
Hoje, quando se fala de reforma da previdência, verdades inteiras são deixadas de fora do discurso do governo, que nos conta meias mentiras, que repetidas milhares de vezes viram verdades. O deficit da previdência não é responsabilidade do aumento da expectativa de vida do brasileiro, como tem sido recitado como verdadeiro mantra pelos políticos do centrão e da direita, e repetidos sem nenhuma analise crítica pelos meios de comunicação. Esse deficit vem sendo construído pelo próprio governo brasileiro ao longo de sua história: fraudes na saúde previdenciária, sem que os culpados tenham sido punidos ou o dinheiro ressarcido aos cofres públicos, nos sucessivos governos civis, que se seguiram a autocracia burguesa brasileira, a famigerada Desvinculação de Receitas da União (medida provisória editada e reedita, e reedita até não poder mais), permite que o Presidente da Republica desvie a finalidade de verbas carimbadas para a saúde , educação, assistência social, etc. para outras finalidades como obras e pagamentos de juros das dívidas internas e externa, ou seja a prioridade destes governos é encher os bolsos dos empreiteiros gordos (de dinheiro) e dos banqueiros nacionais e internacionais. Esse é o real motivo do "deficit", ou melhor rombo da previdência no Brasil. Afinal engordar gordos banqueiros e empreiteiros é a forma mais fácil dos políticos de rapina, de engordar as suas próprias contas bancárias (propinoduto). Então o que surgiu pela solidariedade dos trabalhadores e suas lutas, e que sob seu controle prosperava, entra em falência pela perspicácia dos donos do Estado eles não foram incompetentes na gestão destes recursos, de uma só vez definharam a solidariedade de classe, jogando trabalhadores contra trabalhadores, e estes contra o lumpemproletariado (os indesejáveis miseráveis) e ao mesmo tempo financiaram o maior esquema de assalto a mão armada contra os trabalhadores, desviando dinheiro da sua finalidade precípua fornecer bens e serviços sociais de qualidade.
Outro motivo, menos evidente, do enfraquecimento sistemático da previdência pública é forçar um número cada vez maior de pessoas a investirem, seus parcos recursos, em esquemas previdenciários privados. Esses recursos sempre estiveram na mira da burguesia nacional e internacional, devido ao seu volume. Se constitui num manancial de recursos expressivo! E o governo fornece incentivos para quem adere a estes planos de previdência privada, basta lembrar que os valores depositados nestas caixas de previdência podem ser descontados do Imposto de Renda. Agora quem garante que você trabalhador que aplicou seu dinheiro nestas diversos esquemas de previdência privados vão poder usufruir destes recursos num futuro distante, qual a garantia, falências acontecem, maus investimentos são uma possibilidade dos sistemas de capitalização. Banqueiros tem seus paraquedas e colchões recheados para amenizar suas quedas, enquanto você vai entrar na fila dos credores para tentar reaver pelo menos parte do seu investimento na justiça.
E agora os Políticos de rapina querem instituir o benefício da aposentadoria pós-mortem, você dá dinheiro, dá dinheiro e continua dando dinheiro até morrer, ai não se aposenta e o dinheiro fica pra quem? Para os trabalhadores, claro que não! Alguém tem duvida. E o que surgiu como solidariedade de classe virou de vez usurpação institucionalizada.Vão roubar você até você morrer e não vão te devolver nada.
Abraço queridos e queridas!
Vocês vão deixar isso acontecer?

Ao longo dos anos os trabalhadores perderam o controle dos seguros sociais e a qualidade dos serviços também tenderam a piora. Durante o Regime Autocrático Burgues, sob a alcunha de ditadura militar, esse controle era absolutamente do Estado, nessa época as fraudes na saúde previdenciária enriqueceram os donos de hospitais privados, o que deu origem aos atuais planos de saúde. Vale lembrar que estes hospitais privados forma construídos e equipados com o dinheiro dos trabalhadores (FGTS) a titulo de fundo perdido, ou seja, sem nenhuma contrapartida ou volta destes recursos para os fundos dos trabalhadores.
Com a crise do petróleo de 74, o governo autocrático burgues vai perdendo legitimidade, e gradualmente vão ressurgindo com força os movimentos sociais no país, a luta contra a carestia, a luta pela anistia dos presos políticos, o quebra quebra dos transportes públicos (exigindo melhor oferta de serviços de péssima qualidade), o movimento sanitarista que propunha a universalização do acesso aos serviços de saúde ao conjunto da população e não só aos trabalhadores de carteira assinada. Passa a ganhar força a ideia de que o governo era financiado para devolver a população serviços de qualidade, em saúde, educação, assistência social e previdência( Seguro Social). A seguridade social no Brasil ficou montada no tripé Saúde, Seguridade e Assistência Social (para todos aqueles desguarnecidos pelo seguro social, por falta de vinculo empregatício formal, os não contribuintes).
A Constituição de 88, consagrou a ideia de Seguridade, prevendo inclusive instrumentos de controle das políticas previstas na Seguridade (os Conselhos de Saúde e Assistência), havia a ideia de implementar um conselho paritário entre sociedade civil e governo para fiscalizar e propor alternativas as políticas de Seguridade, mas este nunca saiu do papel.
Enfim, a ideia de seguridade remonta a solidariedade de classe dos trabalhadores e a necessidade de controle estatal dessa solidariedade, com objetivo de controle social do Estado Burguês sobre estes mesmo trabalhadores. Nem o Seguro Social, nem a Seguridade Social, foram benesses do Estado e/ou dos empresários e sim fruto da luta incessante dos trabalhadores por melhores condições de trabalho.
Hoje, quando se fala de reforma da previdência, verdades inteiras são deixadas de fora do discurso do governo, que nos conta meias mentiras, que repetidas milhares de vezes viram verdades. O deficit da previdência não é responsabilidade do aumento da expectativa de vida do brasileiro, como tem sido recitado como verdadeiro mantra pelos políticos do centrão e da direita, e repetidos sem nenhuma analise crítica pelos meios de comunicação. Esse deficit vem sendo construído pelo próprio governo brasileiro ao longo de sua história: fraudes na saúde previdenciária, sem que os culpados tenham sido punidos ou o dinheiro ressarcido aos cofres públicos, nos sucessivos governos civis, que se seguiram a autocracia burguesa brasileira, a famigerada Desvinculação de Receitas da União (medida provisória editada e reedita, e reedita até não poder mais), permite que o Presidente da Republica desvie a finalidade de verbas carimbadas para a saúde , educação, assistência social, etc. para outras finalidades como obras e pagamentos de juros das dívidas internas e externa, ou seja a prioridade destes governos é encher os bolsos dos empreiteiros gordos (de dinheiro) e dos banqueiros nacionais e internacionais. Esse é o real motivo do "deficit", ou melhor rombo da previdência no Brasil. Afinal engordar gordos banqueiros e empreiteiros é a forma mais fácil dos políticos de rapina, de engordar as suas próprias contas bancárias (propinoduto). Então o que surgiu pela solidariedade dos trabalhadores e suas lutas, e que sob seu controle prosperava, entra em falência pela perspicácia dos donos do Estado eles não foram incompetentes na gestão destes recursos, de uma só vez definharam a solidariedade de classe, jogando trabalhadores contra trabalhadores, e estes contra o lumpemproletariado (os indesejáveis miseráveis) e ao mesmo tempo financiaram o maior esquema de assalto a mão armada contra os trabalhadores, desviando dinheiro da sua finalidade precípua fornecer bens e serviços sociais de qualidade.
Outro motivo, menos evidente, do enfraquecimento sistemático da previdência pública é forçar um número cada vez maior de pessoas a investirem, seus parcos recursos, em esquemas previdenciários privados. Esses recursos sempre estiveram na mira da burguesia nacional e internacional, devido ao seu volume. Se constitui num manancial de recursos expressivo! E o governo fornece incentivos para quem adere a estes planos de previdência privada, basta lembrar que os valores depositados nestas caixas de previdência podem ser descontados do Imposto de Renda. Agora quem garante que você trabalhador que aplicou seu dinheiro nestas diversos esquemas de previdência privados vão poder usufruir destes recursos num futuro distante, qual a garantia, falências acontecem, maus investimentos são uma possibilidade dos sistemas de capitalização. Banqueiros tem seus paraquedas e colchões recheados para amenizar suas quedas, enquanto você vai entrar na fila dos credores para tentar reaver pelo menos parte do seu investimento na justiça.
E agora os Políticos de rapina querem instituir o benefício da aposentadoria pós-mortem, você dá dinheiro, dá dinheiro e continua dando dinheiro até morrer, ai não se aposenta e o dinheiro fica pra quem? Para os trabalhadores, claro que não! Alguém tem duvida. E o que surgiu como solidariedade de classe virou de vez usurpação institucionalizada.Vão roubar você até você morrer e não vão te devolver nada.
Abraço queridos e queridas!
Vocês vão deixar isso acontecer?

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